BLOG DO CUNHADO!!!
Porque é preciso acreditar, informar e agir, o meu cunhado, Pedro Repolho, criou um espaço na Internet para fazer algo pelo local onde vive:
http://venteira-viva.blogspot.com/
Boa Sorte Pierre!
GOSTO DE PENSAR QUE O MELHOR DA VIDA É GRATUÍTO...
Porque é preciso acreditar, informar e agir, o meu cunhado, Pedro Repolho, criou um espaço na Internet para fazer algo pelo local onde vive:
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Boa Sorte Pierre!
Escrito por
Mia Olivença
às
25.5.09
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31 de Maio 2009
Contamos contigo já na próxima edição
O cancro da mama é a forma de cancro mais comum na mulher.Prevenir é o caminho indicado.
Nota: Todas as participantes deverão certificar-se, antes de abandonar a feira, de que levantaram os dorsais e as t-shirts correspondentes às inscrições efectuadas.
Domingo (31 de Maio)08:30h/10:00h Concentração das atletas no local da Partida.10:30h - Partida da PROVA
Formas de Inscrição
Agências BANIF
1. Os boletins de inscrição estão disponíveis, a partir de 6 de Abril, nas Agências do BANIF.
2. Depois de devidamente preenchidos, os boletins deverão ser entregues em qualquer Agência BANIF do país.
3. Guarde o original do talão de depósito do BANIF, pois é esse o documento que comprova que está inscrita e que lhe permite proceder ao levantamento do seu dorsal, t-shirt e "chip" (se for caso disso).
On-line (serviço a disponibilizar brevemente)
1. As inscrições poderão ser feitas on-line, através do site: www.banif.pt (só para clientes Banif);
2. Imprima e guarde o documento que comprova a transação bancária no valor da taxa de inscrição, pois é esse o documento que comprova que está inscrita e que lhe permite proceder ao levantamento do seu dorsal, t-shirt e "chip" (se for caso disso).
VALOR DA INSCRIÇÃO
€ 11,00 (valor que reverte a favor da aquisição de aparelhos de rastreio do cancro da mama).
Nota: Se já teve ou tem cancro não pagará a taxa de inscrição.
PRAZOS DE INSCRIÇÃO
De 6 de Abril a 30 de Maio (em qualquer Agência BANIF), desde que não esgotem.
Nota: Enquanto não se atingir o número limite de inscrições (15.000 participantes), as interessadas podem inscrever-se na Sport Expo, entre 28 e 30 de Maio (das 10:00h às 20:00h), na Sport Expo. O valor de inscrição é o mesmo (€ 11,00).
LIMITE DE INSCRIÇÕES
A corrida é limitada a 15.000 participantes
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Mia Olivença
às
30.4.09
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Já várias vezes mencionei que tenho o privilégio de trabalhar numa empresa atípica em quase todos os aspectos, a maioria deles positivos.
Tenho amigos no meu local de trabalho, o que pode parecer impossível para muitos. O nosso espírito não é o de “lixar o próximo”, mas o de equipa. É claro que isto se repercute nos resultados financeiros e no ambiente laboral.
Há um adágio que diz: “quem vê cara não vê corações”, quando vemos as mesmas caras todos os dias durante anos acabamos por ver os corações dessa pessoas… no entanto há outras coisas que continuamos sem ver… por vezes nem elas.
Somos 4 escritórios em Portugal e neste sentido a Direcção faz convívios anuais de 2 dias em que todos participamos sem ser para trabalhar, mas para nos divertirmos, para convivermos, para nos conhecermos sem ser no lado profissional. Os resultados têm sido óptimos, criamos laços, afinidades com os colegas dos outros escritórios de Portugal e até amigos.
E é aqui que entra aquilo de que vou falar: No meio desta azáfama de organizar coisas que façam haver interacção entre todos, fazer algo criativo, divertido nasceu um talento entre nós… Sempre divertido e incansável sempre nos distraía e alegrava .
Servindo nós, os colegas, como “cobaias” e achando que o seu talento resultava, e que não perdia a sua autoconfiança perante “público”, um colega nosso decidiu inscrever-se numa escola de teatro e em boa hora o fez, já que tem bastante jeito.
Tive a sorte de estar na sua estreia.
E agora, Senhoras e Senhores, Apresento: RICARDO LEMOS!!!!
Vou guardar este pensamento:
Um dia quando ele for famoso poderei vender entrevistas ás revistas côr-de-rosa narrando o seu passado profissional no ramo transitário...
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Mia Olivença
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29.4.09
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1974 -
2007 - Sou Filha da Madrugada
2008 - Continuo a ser Filha da Madrugada
2009 - Filha da Madrugada PARA SEMPRE!
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Mia Olivença
às
25.4.09
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E a minha linda terra acabou de me dar este espectaculo:
E eu aqui debaixo da minha insignificancia aplaudo de pé!!!
BRAVO!!! BIS!!! BIS!!!
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O
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Mia Olivença
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22.4.09
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Anda já por aí imensa gente preocupada em deixar um planeta melhor para os nossos filhos.
Agora precisamos de quem se preocupe em deixar filhos melhores para o nosso planeta…
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Mia Olivença
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16.4.09
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Para ti, Sandocha!!!...
(Welcome back!!!...)
Às vezes fico deserto
Como um beco sem saída
A vida está tão perto
Passa ali na avenida
Mas prefiro ficar longe
Sem ninguém para falar
Deixo-me ficar perdido
Não querendo ter lugar
E nesses dias sozinho
Acabo por me encontrar
Nunca gosto do que vejo
Mas vou tentando emendar
Vou olhando a minha sombra
Que no muro é colorida
Acho que é essa sombra
Que me faz voltar à vida
E no meio da avenida
Acabo por te encontrar
Acabou-se o beco escuro
Tudo volta ao seu lugar
Ao seu lugar
Tudo volta ao seu lugar
Ao seu lugar
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Mia Olivença
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5.4.09
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Como posso aspirar a algum dia ter um carro completamente novo, se até o meu carrinho de bébé era em segunda mão?!...
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Mia Olivença
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27.3.09
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... Escrita num gesto brusco com o coração de alguem que não impõe nenhuma condição, simplesmente manifesta a ideia de que todos são "alguem".
O amor tem muitas faces, e uma das mais bonitas é a da amizade, recíproca e sem obrigações ou exigencias.
Podemos não ter tudo em comum, mas ter aquilo que importa de verdade e pode ter bonitas mensagens:
"O amor não tem que ser só activo, tem que ser também passivo". Por isso:
LIIIIINDO!!!...
Bigada, Gi!!!!
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Mia Olivença
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10.3.09
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E foi assim que não resisti e fui tirar uma foto com o verdadeiro Pai Natal, que está no Feira Nova de Sintra a fazer uma campanha publicitária para uma loja de fotografias… mas… afinal ele tem que comprar muitas prendas para todas as crianças do mundo e como sabemos o mundo está em CRISE…
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Mia Olivença
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7.12.08
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Como podemos não gostar do Inverno ou considerar o Inverno triste, feio… mau?... Sim, como podemos???
O Inverno é uma fonte de vida, que rega as árvores que nos dão sombra no Verão; que rega os prados onde podemos descalçar-nos e usufruir a frescura; que rega os maravilhosos frutos que nos deliciam no Verão…
Se não houvesse Inverno como poderíamos usufruir o Verão???...
Vejam o Inverno pelo lado “confortável”, em que os casacos, cachecóis, gorros e luvas nos dão um “look” diferente…
E a lareira, não é romântica? Já experimentaram a sensação de se deitarem num tapete enrolados num cobertor quentinho frente á lareira… só com a sua luz do fogo? As conversas que progridem… é o estar junto porque já é de noite mas ainda é cedo para dormir…
O frio convida ao abraço forte, a dar as mãos, ao toque…
E a chuva??? A chuva que é a base de toda a vida, que cai lá fora e molha tudo e todos, para a chuva não há diferenças, estatutos, espécies, raças… ela está ali para todos nós…
A neve que fria e maravilhosamente linda…
O mar que está de acordo com o que o Inverno dita, estranho e poderoso, maravilhoso...
O vento que varre limpa… semeia… sim, semeia!!!
Não gostaria de viver num país tropical… o facto de viver num país temperado dá-nos a múltipla escolha de não sermos sempre os mesmos durante um ano…
Gosto de ti, Inverno… tal como gosto dos outros 3…
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Mia Olivença
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31.10.08
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Mia Olivença
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23.10.08
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Mia Olivença
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10.10.08
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OBRIGADA POR EXISTIREM E EU VOS CONHECER...
É UM PREVILÉGIO...
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Mia Olivença
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27.9.08
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Como conseguimos distinguir uma verdadeira “noite de verão”?...
Não temos que estar de férias, temos mesmo é que a sentir… ás vezes andamos demasiado ocupados, distraídos, abstraídos… o que seja… para conseguirmos sentir e usufruir o que a Grande Mãe nos dá… reclamamos o frio, o calor, o sol, a chuva, os insectos, o vento… reclamamos tudo mas quando tudo está perfeito estamos demasiado distraídos para ver a perfeição que se nos apresenta.
Mas ás vezes basta um clique… um pormenorzinho, uma insignificância que nos coloca alerta e aí… que liiiiiiiindo!!! Que maravilha… que delicia que é termos o privilégio de usufruir a Noite de Verão só porque estamos atentos para variar…
Ontem á noite, como em muitas das noites da minha existência, depois de um dia de trabalho (um dia de Verão, quente e maravilhoso) e depois dos afazeres domésticos próprios de uma dona de casa, sentei-me no sofá a ver televisão… tudo normal até aqui…
De repente, vindo da rua apercebi-me do maravilhoso som da voz de um grilo nocturno… um grilinho que depois de um dia de calor estava a cantar a sua alegria de viver aquela noite cálida e maravilhosa… Olhando a janela de onde vinha o som, reparei na lua luminosa lá fora e reparei também que o meu cortinado estava a ser docemente abanado pela brisa… uma brisa que vem do enorme oceano Atlântico, que atravessa a Serra da Lua, a maravilhosa Serra de Sintra passando pelo meio das arvores perfumadas e trazendo o poder de dar àquela noite fantástica, o perfume e a frescura ideal que põe um grilinho a cantar e tudo junto devia proporcionar ao ser humano a calma, a tranquilidade e a fantástica sensação de uma VERDADEIRA NOITE DE VERÃO….(espero que os meus vizinhos tenham sentido isso)…
Embalados na brisa e na canção de embalar do grilinho eu e o meu marido adormecemos no sofá…
Espero que este grilinho volte com o seu hit de verão… mostrar que tudo á minha volta é bonito… mas se não fosse o grilinho, eu não teria reparado…
OBRIGADA, GRILINHO!!!
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Mia Olivença
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17.7.08
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Escrito por
Mia Olivença
às
2.7.08
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(Texto baseado em FACTOS REAIS... )
"
Sou independente… sempre fui independente… Uma questão de berço talvez; os meus pais por motivos familiares políticos ou de personalidade (quiçá de trauma de juventude), quiseram que eu fosse livre para tomar conta de mim desde cedo, ter a liberdade de decidir a minha vida, liberdade para tomar decisões, ter responsabilidade…. acho que resultou.
Fui uma criança normal e feliz, não tive irmãos, nem irmãs mas podia andar na rua a brincar com os amigos, para o bem e para o mal preferia estar em casa a brincar sozinha….
Os meus professores da escola achavam sempre que eu era um criança bastante responsável… tinha um pequeno senão: funcionava melhor sozinha; em trabalhos de grupo era-me sempre complicado e retraía-me a ideia de ter que argumentar…
Aprendi, sem argumentar muito, a “arder na fogueira dos outros”, mas “sempre, sempre á minha maneira”… no fundo talvez fosse um meio-termo para os outros e para mim. Mas nunca gostei muito de ser contrariada… os meus pais não eram de me contrariar muito, só mesmo em coisas impossíveis… gostavam que eu aprendesse com os meus erros.
Sentimentalmente tive um namorado que me enchia as medidas… quase “ardemos na fogueira” um do outro, mas a nossa juventude levou-nos a querer ver outras coisas… e assim me tornei namoradeira, muito namoradeira… talvez isso se devesse ao facto de as “coisas” não poderem ser “á minha maneira”… algumas vezes terminaram comigo… outras fui eu…
Acabei o liceu, a faculdade, encontrei um emprego á minha medida e finalmente comprei o meu apartamento… a LIBERDADE total… viver sozinha, ter o meu apartamento de sonho só para mim, ter os meus 2 gatos e viver feliz…
Aos 25 anos de idade, achei que estava na altura de encontrar “alguém á séria”… conheci-o, gostámos um do outro e quando dei por mim, ele estava “abancado” cá em casa… na MINHA casa… tinha deixado de estar SOZINHA…
No inicio, ter a movimentação anormal em MINHA casa e ter a noção que havia mais alguém cá em casa a fazer coisas “diferentes” á MINHA casa até foi giro… ter roupa no MEU guarda roupa que não era MINHA, ter roupa no MEU cesto da roupa suja, que não era MINHA… chegar a casa e TER que cozinhar… Ter companhia á mesa, ter companhia na cama, ter companhia no banho, ter companhia no sofá, ter companhia no carro, ter companhia na casa de banho, ter roupa em cima do cesto da roupa suja, ter o guarda-roupa todo desalinhado, a casa de banho cheio de pêlos, toda molhada, a tampa da sanita para cima, ter que partilhar os gatos, a televisão, o DVD, o PC… ter que cozinhar, ter arrumar, limpar e reclamar para ter uma ajuda que nunca tinha…
Comecei então a sentir que partilhar afinal não era assim tão giro… principalmente fazer partilha do tipo “ele desarruma e ela arruma” ou “ele suja e ela limpa”… NÃO!!! Não estava a achar nada engraçado não ter um único momento sozinha… estava a ficar paranóica com tanto trabalho doméstico, com tantas tarefas de “esposa”… com tanta falta de espaço e tanta falta de tempo para mim…
Naquele dia, finalmente, tive um pequeno minuto sozinha na hora de almoço do meu emprego… e o meu pensamento foi rápido e eficaz: CHEGA!!!!!!!!!!!...
Quando ele me veio buscar no MEU carro (que era “mais económico e maneirinho para a cidade” que o dele) eu disse-lhe que não estava feliz…
Ele ficou em choque e a seguir disse-me que eu “queria sempre que as coisas fossem á minha maneira”, que eu “não sabia partilhar”… EU NÃO SABIA PARTILHAR… E U ? ? ?... Ele morava na MINHA casa, dormia na MINHA cama, comia na MINHA mesa, acariciava os MEUS gatos, monopolizava o comanda da MINHA televisão, sujava as MINHAS coisas e para cumulo usava o MEU carro e ainda me disse que eu não sabia partilhar…
Ofendido e triste, nessa noite não foi para MINHA casa… o que me deu tempo para arrumar e empacotar as coisas DELE…
A irmã dele foi a paquete de serviço e foi buscar o carro DELE, buscar as coisas DELE… disse-me em tom de confidencialidade que queria ter a minha coragem… “mas por causa dos filhos”… e eu acrescento que é mais por causa de não ser independente… é casada no papel, com casa, carro, filhos, gatos, cães, tudo em comum…
Quando o carro DELE saiu do MEU estacionamento senti o alívio e a alegria de ter a MINHA casa, a MINHA vida, a MINHA independência de volta, foi inexplicável… que saudades… que felicidade!!!
Perguntam vocês: se sou assim tão feliz sozinha, o que me leva a escrever este texto de desabafo??? Bem… É que conheci um tipo… damo-nos bem nos aspectos que interessam ao NOSSO caso mas… nestes feriados de Junho… dei com ele “abancado” cá em casa… e tive um déjà-vus …
Quando vi a tampa da sanita para cima, cabelos na MINHA banheira… e pratos sujos no MEU lava-louça… Hurg!!!... SOCORRO!!!...
Hoje decidi mandá-lo “para dentro que vai chover”… mais do que 5 dias nos MEUS domínios é para mim uma eternidade… não me apetece, não quero e não gosto… desculpa lá , pá!!!
Deixei-o pôr o carro DELE no estacionamento… mas só com os piscas ligados… se não saír quando eu lhe apitar… chamo o reboque… o lugar é MEU…
Sei que hei-de arder na fogueira de alguém… mas será sempre, sempre á minha maneira… E NESTA NÃO É DE CERTEZA…
FOGO!!!
"
Escrito por
Mia Olivença
às
18.6.08
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A todas as crianças do mundo desejo boa sorte para quando forem adultos...
A minha infânacia foi a que é descrita neste texto:
Pelos parâmetros dos “reguladores” e burocratas dos nossos dias, não há explicação para o facto de todos os que nascemos nos anos 60, 70 e princípio de 80, termos sobrevivido á nossa infânica porque, reparem:
As nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas e garridas com tintas à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos nos armários e imaginem, podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Viajávamos em carros sem cintos e airbags… viajar no banco do pendura ao lado do pai ou mãe era normal.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga, bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora com os nossos amigos de carne osso - se os quiséssemos encontrar íamos à rua – lá estavam eles sempre para nós.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca apanhámos nenhuma doença
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado, aprendíamos.
Íamos a pé para casa dos amigos. Íamos a pé para a escola, não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis pois não haviam telemóveis e ninguém se importava com isso, pois toda a gente sabia onde estávamos e o que estávamos a fazer.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia-nos tão bem depois das corridas e de rebolar no meio da relva dos jardins públicos enrolados nos cães das nossas vidas (depois das suas necessidades).
Caíamos das árvores e cortávamo-nos, partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Haviam lutas com punhos mas sem sermos processados.
Tocávamos e batíamos às portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Criávamos jogos com paus e bolas.
Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com tudo.
Tivemos a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas "para nosso bem".
ACRESCENTO eu que faziamos parte da natureza, andávmaos ao sol na praia, brincávamos á vontade na água, com areia, terra, lama, pedras...
Faziamos amizade com desconhecidos que não eram perigosos.
Os nossos pais batiam-nos quando nos portávamos mal e não fazíamos birras ridiculas por medo do escandalo...
Sobrevivemos... o nosso mundo era a natureza... nasciamos selvagens...
Hoje:
Escrito por
Mia Olivença
às
1.6.08
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Hoje o meu gato Hugo D'Arcangel faz 4 aninhos...
(É o único que sei realmente a data de nascimento: 26-04-2004)
Escrito por
Mia Olivença
às
26.4.08
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